quarta-feira, 11 de abril de 2012

Rodovia em São Paulo inaugura pedágio por quilômetro rodado

Projeto piloto faz justiça aos motoristas que moram próximo às praças de pedágio.

Foto: Du Amorim/Governo de São Paulo

A partir desta terça-feira (10), os motoristas que trafegam no trecho entre Itatiba e Jundiaí, municípios do interior de São Paulo, poderão desfrutar do sistema de pagamento de pedágio por trecho percorrido. A rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360) é a primeira do país a adotar a forma de tarifação, muito utilizada em países como Estados Unidos, Alemanha e Espanha.

Com o novo sistema, batizado de Ponto a Ponto, a cobrança é realizada eletronicamente, dispensando as praças de pedágio. Oito pórticos serão instalados ao longo dos 24 km da via. Antenas fixadas ao longo da rodovia registram a passagem por meio de tags instaladas nos veículos, sem necessidade de parada ou redução de velocidade.
Segundo o Governo de São Paulo, o valor do pedágio não subirá. O trecho inteiro vai continuar custando R$ 2, mas cada motorista vai pagar de acordo com o trecho percorrido. A base de cálculo é de R$ 0,08 por quilômetro rodado.

A instalação da tag não tem nenhum custo ao usuário e também não será cobrada mensalidade. O motorista precisará apenas adquirir créditos para a tag. Quem não aderir ao novo sistema de pagamento eletrônico continua a utilizar o modelo atual, com a tarifa cheia (R$ 2).

Moradores

A escolha da rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360), segundo o governo paulista, é justificada pela necessidade de correção da distorção causada pela cobrança de pedágio aos moradores de nove bairros de Itatiba, localizados além da praça de pedágio.

Serão convidados a aderir a esta fase de testes do Ponto a Ponto um grupo específico de pessoas, moradores dos bairros que ficam além da praça de pedágio e que necessitavam pagar a tarifa completa para ir ao centro da cidade.

A previsão é que em maio o projeto seja implantado na Rodovia Santos Dumont (SP-75), que liga Campinas a Indaiatuba, e em julho, na via que corta Jaguariuna (SP-340).

Jacy Diello
Agência CNT de Notícias



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ferrovias movimentam 87,6% mais cargas em 15 anos

Transporte de contêineres aumentou 82 vezes no período, com crescimento de 149% nos empregos do setor, segundo ANTF AE | 09/04/2012 13:29

 A movimentação de cargas por meio das ferrovias no Brasil cresceu 87,6% entre 1997 e 2011 - durante os 15 anos das concessões do setor. O dado faz parte do balanço do transporte no modal, divulgado nesta segunda-feira pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).

 Segundo o documento, o transporte de contêineres aumentou 82 vezes no período, com crescimento de 149% nos empregos do setor. Além disso, nos últimos 15 anos, o consumo de combustível nas ferrovias concedidas diminuiu em média 22%. Com isso, a produção na malha ferroviária cresceu 111,7% desde 1997, desempenho que a ANTF destaca ter sido duas vezes maior que o ritmo do PIB no mesmo período.

 No ano passado, o total de cargas transportadas no modal ferroviário chegou a 475 milhões de toneladas, o que representou um crescimento de 5 milhões de toneladas na comparação com 2010, informa a ANTF As cargas mais transportadas em 2011 foram o minério de ferro e o carvão mineral, que respondem por 76,61% do total. Já o agronegócio foi responsável por 11,51% da movimentação no setor, seguido por produtos siderúrgicos (3,77%) e derivados de petróleo e álcool (2,79%). O transporte de contêineres cresceu 23,7% em 2011 em relação ao ano anterior.

Conforme a ANTF, a expansão pode ser maior se forem solucionadas as dificuldades do transporte intermodal, com a construção de novos terminais e melhoria de acesso ferroviário aos portos. A associação também destaca a necessidade de ajustes no atual regime tributário. Investimentos As concessionárias de ferrovias no Brasil devem investir cerca de R$ 5,3 bilhões em 2012, superando os cerca de R$ 4,5 bilhões aplicados pelo setor durante o ano passado.

Estimativas da ANTF indicam que a movimentação de carga no modal deve passar de 475,1 milhões de toneladas úteis (TU) para 522 milhões TU em 2012. Com isso, a produção poderá saltar de 290,5 bilhões de "tonelada quilômetro útil transportada" (TKU) para 320 bilhões de TKU.

 O balanço também projeta a expansão do emprego este ano, passando dos atuais 41.455 postos de trabalho para 44 mil vagas. A malha ferroviária brasileira tem 28.614 quilômetros de extensão, dos quais quase a totalidade - 28.366 quilômetros - é operada por dez concessionárias privadas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Varejo de alimentos passa a ser dominado por grupos estrangeiros


As quatro maiores redes, Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart e Cencoud, elevaram participação de mercado de 45% para 50%

Claudia Facchini, iG São Paulo | 30/03/2012 05:00

As quatro maiores redes de hipemercados e supermercados – os grupos Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart e Cenconsud - , elevaram sua participação no mercado brasileiro de 45% em 2010 para 50% em 2011, o que mostra que o processo de concentração no setor continua avançando, apesar do fraco número de fusões e aquisições.

A partir deste ano, quando o grupo francês Casino assume o controle acionário do grupo Pão de Açúcar, o varejo alimentar passará a ser dominado no Brasil por grupos de capital estrangeiro. A sede do Carrefour também fica na França, assim como a do Casino, enquanto o Walmart é americano e o Cencosud, chileno.

O único brasileiro que resiste entre os cinco maiores varejistas nacionais é o Zaffari, do Rio Grande do Sul. O Bretas, de Minas Gerais, que chegou a figurar entre os cinco maiores grupos do varejo alimentar, foi vendido para os chilenos do Cencosud em outubro de 2010.

Segundo números divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as quatro maiores empresas faturaram juntas R$ 111 bilhões em 2011, quando as vendas do setor totalizaram R$ 224,3 bilhões. Em 2010, as mesmas quatro empresas haviam registrado vendas de R$ 90,9 bilhões, enquanto o setor de autosserviço como um todo alcançou um faturamento de R$ 201,6 bilhões.

Euforia chilena

O único que não perdeu o apetite por aquisições no varejo alimentar brasileiro foi o grupo chileno Cencosud, que adquiriu a rede carioca de supermercados Prezunic no ano passado. A agressividade do Cencosud já foi criticada por concorrentes, que avaliam que os chilenos estão pagando múltiplos extravagantes por negócios no Brasil.

Com a elevação dos preços dos ativos no País, que passou a atrair uma avalanche de investimentos estrangeiros, o Grupo Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour saíram de cena e não compraram ninguém nos últimos meses. Os três grandes varejistas também precisaram concentrar seus esforços na reestruturação de seus negócios.

Veja como ficou o ranking dos supermercados no Brasil:

Empresa Faturamento (2010) Faturamento (2011)
Grupo Pão de Açúcar* R$ 36,1 bi R$ 52,6 bi
Carrefour R$ 29,0 bi R$ 28,7 bi
Walmart** R$ 22,3 bi R$ 23,5 bi
Cencosud*** R$ 3,5 bi R$ 6,2 bi
Total 4 maiores R$ 90,9 bi R$ 111,0 bi
Total Setor R$ 201,6 bi R$ 224,3 bi

* Inclui as redes Extra, Pão de Açúcar, Ponto Frio e Casas Bahia

**Inclui as redes Wal-Mart, Sam's Club, Bompreço, Mercadorama, Nacional, Maxxi e Todo Dia

***Inclui as redes GBarbosa, Bretas e Prezunic

Fonte: Associação Brasileira de Supermercados (Abras)