segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Repsol anuncia descoberta de petróleo na Bacia de Campos

Testes deram como resultado 5.000 barris de petróleo ao dia de óleo leve. Descoberta ocorreu a 2.800 metros de profundidade.

27/02/2012 08h02 - Atualizado em 27/02/2012 11h34 - Do G1, com informações da France Presse.

O grupo espanhol Repsol YPF anunciou nesta segunda-feira (27) uma descoberta de petróleo em águas profundas no Brasil, na Bacia de Campos.

A descoberta aconteceu a 195 quilômetros das costas do Rio de Janeiro, a 2.800 metros de profundidade, e "segundo as primeiras avaliações, contém um grande potencial de recursos de alta qualidade com taxas excelentes de fluxo de petróleo".

"Os testes de produção deram como resultado 5.000 barris de petróleo ao dia de óleo leve e 807.349 metros cúbicos por dia de gás", afirma um comunicado da Repsol YPF.
A Pão de Açúcar é a terceira jazida encontrada no Bloco BM-C-33, onde também estão localizadas as de Seat e Gávea, "esta última considerada uma das 10 maiores descobertas do mundo em 2011", destacou a empresa.

A descoberta confirma "o offshore do Brasil como uma das mais importantes áreas de crescimento em reservas de combustível do mundo".

A exploração do local aconteceu em um trabalho conjunto com a chinesa Sinopec. Repsol e Sinopec têm 35% do consórcio responsável pela descoberta, que também conta com as participações da Petrobras (30%) e da Statoil (35%).

A Repsol considera o Brasil um dos eixos mais importante de sua estratégia e está bem implantada ao longo das costas brasileiras, onde as descobertas em águas profundas se multiplicaram nos últimos anos.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Governo vai licitar 77 terminais portuários

Agência Nacional de Transportes Aquaviários publica resolução que impede prorrogação dos contratos em vigor
Dubes Sônego, iG São Paulo | 23/02/2012 16:42

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) decidiu que os contratos de concessão de 77 terminais, em 15 portos brasileiros, não serão prorrogados. A decisão publicada na quarta-feira, dia 22, no Diário Oficial da União, passa a valer imediatamente e significa que, na prática, as autoridades portuárias terão que abrir licitações neste ano, para que as atividades não coram risco de ser interrompidas.

Segundo Marcos Vendramini, diretor da consultoria em infraestrutura de transportes Aecom no Brasil, a medida terá impacto direto sobre terminais que movimentam anualmente 180 milhões de toneladas de granéis sólidos (80%) e líquidos (20%) e 120 milhões de toneladas de contêineres e cargas gerais. Os números representam um terço da movimentação total nos portos brasileiros. O restante é feito em terminais privativos e grandes companhias, como Vale e Transpetro.

Os contratos em vigor foram firmados antes da lei do portos (nº 8.630), de 1993, e não sofreram adaptações à nova legislação. A discussão em relação a como se dariam os ajustes se arrastava desde então.

Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), diz que a decisão da Antaq foi uma surpresa, uma vez que, segundo ele, já haviam pareceres favoráveis da Advocacia Geral da União (AGU), do Ministério Público Federal e liminares da Justiça federal de Brasília favoráveis a prorrogação dos contratos com adaptações. Ele afirma que a entidade avalia agora junto aos seus advogados que medidas poderá tomar.

Procurada, a Antaq e a Companhia Docas do Estado de São Paulo - Santos (Codesp) disseram que só se manifestarão após parecer do governo federal sobre o assunto. A Secretaria de Portos (SEP) diz que mantém a posição de sempre, de que os terminais devem ser licitados, "como prevê a legislação".

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

TNT anuncia prejuízo e reavaliará operações no Brasil

Empresa de logística diz que retomará foco em atividades na Europa
AE | 21/02/2012 13:27

Em uma tentativa de convencer os investidores de seu valor isolado, a companhia de logística holandesa TNT Express disse que retomará foco em suas operações na Europa, seu principal negócio, e que busca parceiros ou considera a venda de suas operações em mercados emergentes, incluindo Brasil, após reportar prejuízo líquido no quatro trimestre. As declarações seguem-se à apresentação de oferta de compra não solicitada de sua concorrente norte-americana UPS.

A TNT reportou hoje prejuízo líquido de 173 milhões de euros no tremeste (US$ 229 milhões) até 31 de dezembro, revertendo um lucro de 4 milhões de euros no mesmo período do ano anterior. O prejuízo foi provocado por encargos relacionados à depreciação no valor de suas operações no Brasil, de 104 milhões de euros (US$ 138 milhões) e por 45 milhões de euros (US$ 56 milhões) em perdas contábeis com sua frota aérea. As receitas cresceram 2,3% para 1,87 bilhão de euros (US$ 2,5 bilhões), em relação ao mesmo período do ano passado.

Nos últimos anos, a TNT expandiu seus negócios em mercados emergentes, especialmente no Brasil, China e Índia. Após ter vendido suas operações na ¿?ndia em dezembro, a TNT informou que irá avaliar as opções para seu negócio de entregas domésticas no Brasil e na China. Mas a executiva chefe da empresa, Marie-Christine Lombard, afirmou que ainda é cedo para prever o resultado das avaliações que serão feitas nos negócios da empresa no Brasil e na China, já que o processo acabou de ser iniciado.

"É a estratégia correta para esses negócios. Irá maximizar o valor dos ativos dos acionistas, porque irá elevar os resultados e o fluxo de caixa", afirmou Lombard em entrevista postada no site da empresa.

A companhia disse que o começo do ano foi difícil para suas operações na Europa, com pressão geral sobre os preços e baixo volume de entregas internacionais. A companhia não ofereceu projeção para o ano de 2012, citando as incertezas econômicas, o risco de recessão na Europa e a desaceleração da atividade econômica na Ásia. As informações são da Dow Jones